Em anos de magistério posso afirmar ter visto e vivido muitas coisas em escolas, principalmente nos inícios de anos letivos. Já vi crianças que choram, escondem-se e agridem os outros querendo fugir dos bancos escolares. Até na Universidade já vi mãe de aluno indo à sala de aula checar a presença do seu bebê de mais de 18 anos. Mas esta notícia que vem do México suplanta tudo o que vi e vivenciei. Fiquei pasmo ao lê-la: "Menino mexicano se cola à cama para não ter que ir à escola".
É isto mesmo. O pequeno Diego se colou à cama e somente pôde ser retirado depois que paramédicos e policiais de Guadalupe usaram um solvente especial.
A esta altura da minha vida docente, confesso já não esperava mais ter conhecimento de fato tão original e ao mesmo tempo dramático. Há muito a "teoria da resistência" está enunciada e as diversas formas estudantis de contestar a escola tornaram-se velhas conhecidas. Em pelo menos uma revista em quadrinhos, com muito bom humor, imortalizou-se o caça-gazeteiros na figura estereotipada de "Seu Miguel" e os filmes têm nos proporcionado boas risadas com as peraltices e peripécias dos estudantes para cabular aulas e fugir à violência simbólica do aparelho escolar.
Mas o Dieguito, convenhamos, extrapola os limites dos nossos conhecimentos teóricos e empíricos. A dramaticidade de sua colagem à cama é mesmo de tirar o fôlego de qualquer um.
(Notícia publicada no Jornal Folha Online na edição do dia 08/01/08)
É isto mesmo. O pequeno Diego se colou à cama e somente pôde ser retirado depois que paramédicos e policiais de Guadalupe usaram um solvente especial.
A esta altura da minha vida docente, confesso já não esperava mais ter conhecimento de fato tão original e ao mesmo tempo dramático. Há muito a "teoria da resistência" está enunciada e as diversas formas estudantis de contestar a escola tornaram-se velhas conhecidas. Em pelo menos uma revista em quadrinhos, com muito bom humor, imortalizou-se o caça-gazeteiros na figura estereotipada de "Seu Miguel" e os filmes têm nos proporcionado boas risadas com as peraltices e peripécias dos estudantes para cabular aulas e fugir à violência simbólica do aparelho escolar.
Mas o Dieguito, convenhamos, extrapola os limites dos nossos conhecimentos teóricos e empíricos. A dramaticidade de sua colagem à cama é mesmo de tirar o fôlego de qualquer um.
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Hugo