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Começou no Nordeste a Revolução da Educação Brasileira

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  Imagem Gerado por IA Zacarias Gama O monitoramento da qualidade da educação básica brasileira é realizado pelo Ministério da Educação (MEC) desde 2005 por meio do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O indicador foi desenvolvido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao MEC, responsável por sua apuração e divulgação em caráter bienal. O Ideb constitui-se como um indicador sintético que conjuga duas dimensões fundamentais para a aferição da qualidade educacional: o desempenho acadêmico e o fluxo escolar. A primeira dimensão é obtida a partir das médias dos testes de Língua Portuguesa e Matemática, aferidas pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A segunda corresponde às taxas de aprovação, reprovação e abandono, levantadas anualmente pelo Censo Escolar. O produto entre o desempenho padronizado e o rendimento escolar resulta em um índice que varia de 0 a 10, permitindo o acompanhamento e...

Precisamos Falar Sobre a Educação Brasileira

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Imagem gerada por IA   Zacarias Gama Precisamos discutir a educação brasileira de forma desideologizada, sem generalizações e sem atribuir deficiências a todo o sistema. O Brasil oferece educação pública, gratuita e obrigatória para crianças e adolescentes de 4 a 17 anos, incluindo material didático, uniformes, alimentação escolar, transporte e livros. O contingente de estudantes matriculados na educação básica aproxima-se de 40 milhões — um universo populacional comparável ao de países como Canadá, Polônia ou Marrocos. Qualquer análise séria sobre a educação brasileira deve considerar, portanto, este universo, os avanços obtidos nele assim como os problemas de um sistema que atende a uma população do porte de nações inteiras. Conforme reza a Constituição, os entes federativos têm responsabilidades distintas na oferta da educação: os Municípios ofertam a educação infantil e fundamental; os Estados, o ensino médio; e a União tem função suplementar na educação básica, com obrigação...

Por uma Educação Antifascista Já

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  Imagem gerada por IA Zacarias Gama É comum depositarmos muita esperança na educação como antídoto para todos os males. Para muitos, se os brasileiros fossem bem educados, o país estaria em outra posição no conjunto das nações. Concordo que, em parte, estaríamos. De fato, a má qualidade da educação nos aprisiona em um círculo vicioso economicamente perverso: educação precária, baixos salários e baixa competitividade. Romper esse círculo exige, necessariamente, uma educação pública de qualidade. Mas é preciso não atribuir à educação poderes que ela, sozinha, não possui. Uma educação de qualidade pode ampliar horizontes, desenvolver capacidades e criar melhores condições de vida, mas não nos livra automaticamente de entendimento político rasteiro, do machismo, da misoginia, da homofobia e de  formas de autoritarismo e intolerância. A história, aliás, oferece exemplos suficientes de sociedades altamente escolarizadas que não estiveram imunes à barbárie. Muitos dos oficiais da SS...

Da Sociologia da Evasão à Governança da Educação: o Silêncio das Instituições sobre a Evasão de 64 Milhões de Estudantes.

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  Ilustração gerada por IA - ChatGPT Sessenta e quatro milhões de brasileiros excluídos da educação básica Neste texto pretendo discutir os resultados de um relatório recente, divulgado em 7 de julho deste ano (2026) pela Rede EJA e Inclusão Produtiva, uma coalizão formada por 16 entidades da sociedade civil e organismos multilaterais. O documento População de 15+ fora da escola, demanda potencial por EJA e transições para o trabalho: diagnóstico e evidências para políticas públicas - Relatório Nacional , revela que mais de um terço da população brasileira não concluiu a educação básica. Dos aproximadamente 64 milhões de brasileiros nessa situação, 44,7 milhões não finalizaram o ensino fundamental, enquanto 19,3 milhões não concluíram o ensino médio. Segundo esse relatório, a pobreza, a precariedade das condições de trabalho e as disparidades sociais e territoriais constituem os principais fatores explicativos desse quadro. A análise por raça/cor demonstra que pretos e pardos rep...

Inteligência Artificial, Capitalismo e a Construção das Subjetividades na Era Digital: Um Estudo de Caso com Olhar Crítico Marxista

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  Zacarias Gama   Resumo Este texto, que toma a IA Gemini como estudo de caso, analisa a emergência e o desenvolvimento das inteligências artificiais (IAs) a partir de uma perspectiva marxista, enfocando sua relação com as forças produtivas, as relações sociais e as contradições do capitalismo contemporâneo. Discute também as implicações ideológicas e os vieses embutidos nessa tecnologia, evidenciando a ausência de neutralidade e os potenciais riscos da sua apropriação acrítica. A construção da subjetividade das gerações imersas desde o nascimento em ambientes digitais é explorada, assim como os limites epistemológicos e éticos desta IA. O trabalho destaca a necessidade de uma vigilância crítica rigorosa para evitar a reprodução das desigualdades e a alienação facilitada por  tecnologias similares. Por fim, argumenta que o rigor conceitual e o controle humano são indispensáveis para garantir que uma IA possa ser ferramenta emancipadora e não instrumento de dominaç...