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Mostrando postagens de outubro, 2011

Cortes na Educação para salvar os Rentistas

O mal-estar produzido pelo capitalismo em bases neoliberais na Europa, nos EUA e no mundo globalizado parece ser indiferente às autoridade da União Europeia. A célebre frase de Margareth Tatcher - there is no alternative - parece ter definitivamente obliterado os seus sentimentos em relação ao povo. Continuam impondo políticas econômicas e reformas institucionais, apesar da indignação popular já demonstrada pelos 99% da população excluida das benesses da altíssima rentabilidade dos investimentos improdutivos.  Pouco lhes importa os gritos dos novos sujeitos políticos que as interpelam. Aqui no Brasil, a ortodoxia neoliberal do governo Fernando Henrique Cardoso - que permitiu a mais selvagem concentração de rendas nas mãos de uma mínoria, a minimização do Estado, déficits de democracia e o processo de desindustrialização do país - não sobreviveu ao apelo popular que consagrou nas urnas a ascensão de Lula ao poder e sua continuidade com a eleição de Dilma Roussef. Apesar de ter ma...

É hora de construção do futuro

A Marcha dos Indignados vai correndo celeremente, no Mundo e no Brasil.  Os novos sujeitos ganham as ruas. Protestam contra todas as formas de exclusão produzidas pelo capital-imperialismo com a sua avidez de lucro máximo para os investimentos improdutivos. Não será pequena a fustigação do movimento às autoridades do Partido do Capital. Sim, é isso mesmo:. O capital é o partido majoritário em todos os parlamentos, em todas as sociedades globalizadas. A mobilização mundial tem força para erodir as estruturas capitalistas em bases neoliberais que foram sendo construidas nos últimos 20 anos. Mas há uma pergunta que não quer se calar: o Movimento dos Indignados terá força para erguer as estruturas de uma nova sociabilidade? Que alternativas estão sendo propostas? O dia seguinte exige responsabilidade dos novos sujeitos políticos, dos 99% de excluidos. A falta de alternativas imediatas e responsáveis pode abrir espaços para os arrivistas de plantão, os salvadores da pátria que aparec...

Marcha Mundial dos Indignados

Este sábado, 15 de outubro, não foi um sábado qualquer nem um simples Dia dos Professores; ele se pintou com um marco mundial. Mais de um milhão de pessoas de mil cidades do mundo saíram às ruas exigindo uma mudança global. Segundo o jornal Página 12, de Buenos Aires, não há antecedentes de uma manifestação tão cosmopolita com gente de sistemas de governo, culturas e lugares tão diferentes. Os protestos são contra a desigualdade política, os danos ao meio ambiente, a espoliação do capital financeiro, os bancos e a diminuição do poder das democracias nacionais. Estas manifestações resultam de um mal-estar produzido pelo capitalismo em bases neoliberais que produz a mais selvagem e jamais vista concentração de riqueza nas mãos de uma minoria.  As manifestações havidas na Grécia, Inglaterra, Sidney, São Paulo, Lisboa, Paris, Roma não são isoladas; elas dialogam entre si, incluindo as manifestações dos estudantes chilenos. São completamente diferentes do movimento pequeno-burguês bras...