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Mostrando postagens de maio, 2011

A quem responsabilizar pelo fracasso escolar?

O "especialista em educação" do Jornal Nacional (edição de hoje, 19 de maio de 2011, não titubeou ao emitir seu julgamento, responsabilizando uma escola com 1.2 no IDEB, situada em Goiânia, pela "aceitação da cultura do fracasso e de empurrar com a barriga". Também foi taxativo ao sentenciar que "a escola não tem indignação, não está preocupada em resolver esse problema", e que a indisciplina reinante traduz o descompromisso dos pais. Vê-se que é uma vociferação apressada de um jovem economista, arauto da revista Veja e dos interesses da privataria em educação. Ele foi ligeiro no gatilho, sem prestar atenção à fala da diretora, que reproduzo na íntegra veiculada pelo JN: Uma criança do 4° ano, aos 9 anos de idade, chega para a gente, infelizmente, não alfabetizado. A gente tem que fazer aquele preparo todinho de alfabetização e tentar colocá-lo no seu agrupamento o ideal para um aluno de 4° ano. Uma outra análise desta fala da Diretora pode nos levar...

A verdade que cala

Meus caros leitores Vale a pena dar uma olhada neste video: http://www.youtube.com/watch?v=7iJ0NQziMrc. É a fala verdadeira, incontestável e candente de uma professora do Rio Grande do Norte. http://www.youtube.com/watch?v=7iJ0NQziMrc

Capes e bolsas - depois dos desacertos o acerto

A Capes comeu mosca no Ofício Circular nº 32/2011 em que suspendeu o pagamento de bolsas a pós-graduandos com vínculo empregatício. Felizmente corrigiu em tempo a besteira que ia cometendo. Os bolsistas podem continuar com as bolsas recebidas e a Capes esclarece o critério para as novas concessões: "podem receber bolsas com vínculos empregatícios anteriores à entrada nos programas de pós-graduação stricto sensu todos aqueles que são professores de educação básica, professor substituto, tutor da UAB e profissional de saúde pública continuam valendo". Segundo o seu Presidente, sr. Jorge Almeida Guimarães, "As portarias que tratam dessa questão mencionam claramente que são áreas de interesse do Estado. Permitir que professores da escola pública façam mestrado – sobretudo mestrado profissional, mas também acadêmico – recebendo bolsa é o principal objetivo. Estes, repito, nós consideramos interesse do Estado. O acúmulo, então, é permitido e vai continuar sendo." Esta...

Educadores contestam artigo da "Veja"

http://carosamigos.terra.com.br/index/index.php/correio-caros-amigos/1604-que-bom-que-os-sindicatos-de-trabalhadores-da-educacao-preocupam-os-sacerdotes-da-privataria-e-seus-bracos-ideologicos

Para melhorar a educação pública

A matéria publicada n'O Globo online de hoje, 07 de maio de 2011, começa exatamente desta maneira: "Em um ano, praticamente não houve mudança no desempenho dos alunos submetidos à Prova Rio, uma avaliação dos conhecimentos de português e matemática dos estudantes do 3° e do 7° anos da rede municipal". E, sinceramente, não se pode acusar a Secretaria Municipal de Educação de não estar se esforçando. Assim, a questão é, então, a seguinte: onde estão os equívocos nas políticas implementadas? Obviamente a resposta não é direta, nem tampouco tenho a pretensão de saber resolver a questão. Podemos, no entanto, reflexionar sobre ela a partir de algumas constatações. 1. A escola ainda não está sendo respeitada como local privilegiado de educação das nossas crianças e jovens. Fisicamente os prédios precisam estar bem cuidados, limpos, atraentes, bem mobiliados, ou seja, precisam oferecer todas as condições objetivas para o trabalho pedagógico. As pesquisas na área há muito já afi...