Entrevista ao Jornal Folha Dirigida - Caderno Educação Edição Especial
FD - Como funciona a participação do capital estrangeiro na educação? Essa participação é positiva? ZG – Nos últimos anos tem sido grande a entrada de capital estrangeiro para gerir escolas de ensino básico e ensino superior. Já está ficando longe o tempo no qual as escolas privadas eram fundadas por indivíduos ou grupos familiares que pensavam a educação com um bem social. Hoje tende a haver determinados grupos econômicos, pessoas jurídicas, com denominações brasileiras, com uma composição de capital que engloba pessoas e fundos estrangeiros de ações comprando e fundando novas escolas onde há mercado educacional com alto potencial de lucro. Como sociedades abertas captam recursos nas bolsas de valores de São Paulo, Nova Iorque e de outras praças . Um destes grupos que atua no Brasil, praticamente sem controle, tem receitas geradas por 325.599 estudantes de graduação (305.378) e pós-graduação (20.221). Sua meta para 2012.2 é de aumentar em 20% este total. Na educação básica...