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Mostrando postagens de julho, 2010

Escolas municipais terão reforço de trainees

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A notícia veiculada pelo jornal O Globo, do dia 17/07/2010, é de estarrecer: a Sra. Secretária Municipal de Educação - Cláudia Costin - vai contratar 40 universitários e profissionais recém-formados em qualquer área de conhecimento como "trainees", por um salário mensal de R$ 2.500,00 (DOIS MIL E QUINHENTOS REAIS, por um período de dois anos, auxiliando com aulas de reforço de aprendizagem para estudantes de unidades localizadas em áreas de risco, as Escolas do Amanhã. E por que tanto estarrecimento? Primeiro, por causa do salário, "equivalente ao de um professor de 40 horas do ensino regular". Acho incrivel, porque na rede municipal só há professores 40 horas quando alguém resolve acumular (dobra) ou otber nova matrícula por concurso. Ora, sendo assim o salário dos trainees é muito maior porque não terão efetivo exercício em sala de aula que chegue a 40 horas semanais. Segundo: esta Secretária é mesmo comprometida com o mundo empresarial, gosta de repassar dinheiro...

Por que as aulas não funcionam? crítica aos apologetas do tecnicismo em educação

A revista Veja, de 22 de junho de 2010, em reportagem de Roberta Abreu Lima - "Aula Cronometrada" - faz a apologia de um "método científico" que cronometra as aulas e descobre o desperdício de tempo. Segundo a jornalista, os cronômetros trouxeram à tona a monotonia das aulas, os tempos de indisciplina e desatenção dos alunos, o que corresponde a 56 dias perdidos num ano letivo. Há muitos anos trabalhei numa escola preparatória para o Vestibular que cronometrava o tempo, atribuindo algo em torno de 10 minutos para cada momento da aula: apresentação do tema, motivação, exposição, exercícios e avaliação. 50 minutos cravados. E funcionava? Claro que sim. O autoritarismo desta divisão do tempo não leva em conta a dialogicidade que precisa haver na relação de ensino. Nós tínhamos um script e o cumpríamos. Mas era como um bolero: dois pra lá, dois pra cá. Os tecnicistas de plantão desprezam a dialeticidade presente na sala de aula. Alunos e professores, ensinar e aprender,...

IDEB - Ensino médio fluminense em baixa

(Entrevista concedida à jornalista Letícia Vieira - Jornal Extra, publicada em 07.07.2010) Letícia Vieira. A aprovação automática pode ter influenciado esse baixo desempenho da rede estadual no segundo segmento do ensino fundamental e no ensino médio? ZG - A "aprovação automática" tem sua parcela de responsabilidade, mas não pode ser considerada como causa única. Antes devemos nos questionar acerca das políticas públicas efetivamente voltadas para a melhoria da qualidade da educação a partir das salas de aulas. A SEEDUC-RJ tem feito diversos esforços, mas é grande a convergência deles para o controle do trabalho do professor, controle do aluno etc sem isto se traduza em comprometimento com a qualidade das aulas, dos conteúdos. LV - A partir dessa análise das escolas estaduais com pior desempenho, qual a relação entre a existência de escolas compartilhadas e as notas baixas no Ideb? ZG - Não é surpresa que os alunos destas escolas tenham notas baixas no IDEB. Sabemos que as e...

Universidades e Empresas

(Entrevista concedida à jornalista Alessandra Bisoni, do Jornal Folha Dirigida. Publicada na Capa do Caderno Educação, edição de 06.07.2010). Folha Dirigida - O Sr. considera que a associação entre universidades e empresas é realmente benéfica para o incentivo à pesquisa nas universidades ou beneficia só as empresas que usufruem dos resultados? A associação entre universidades e empresas deve ser vista no contexto das teses que as criticam como improdutivas e incapazes de alçar o País ao nível dos países mais desenvolvidos e centrais do mundo globalizado. No fundo o que se pretende é que as universidades se submetam às regras de competição do mercado e, de preferência, transfiram parte considerável de suas atividades fins – ensino, pesquisa e extensão – a uma nova burguesia de serviços, de modo conveniente aos interesses dela. Folha Dirigida - Deve ser papel de uma agência de fomento à pesquisa incentivar este tipo de associação entre universidades e empresas? Ou o formado mais adequ...