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Começou no Nordeste a Revolução da Educação Brasileira

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  Imagem Gerado por IA Zacarias Gama O monitoramento da qualidade da educação básica brasileira é realizado pelo Ministério da Educação (MEC) desde 2005 por meio do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O indicador foi desenvolvido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao MEC, responsável por sua apuração e divulgação em caráter bienal. O Ideb constitui-se como um indicador sintético que conjuga duas dimensões fundamentais para a aferição da qualidade educacional: o desempenho acadêmico e o fluxo escolar. A primeira dimensão é obtida a partir das médias dos testes de Língua Portuguesa e Matemática, aferidas pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A segunda corresponde às taxas de aprovação, reprovação e abandono, levantadas anualmente pelo Censo Escolar. O produto entre o desempenho padronizado e o rendimento escolar resulta em um índice que varia de 0 a 10, permitindo o acompanhamento e...

Racismo educacional e a condenação da nossa juventude

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        Zacarias Gama Nesta semana de Carnaval, escrevi um texto chamando a atenção para o racismo ambiental. Denunciei o racismo das autoridades governamentais – federais, estaduais e municipais – que menosprezam as áreas onde residem os mais vulneráveis — os pretos e pobres deste país. É chocante o abismo de atenção dispensada: por exemplo, enquanto na Zona Sul ou Sudoeste do Rio de Janeiro o rompimento de uma tubulação d’água é consertado de imediato, na Zona Norte o mesmo problema pode levar dias para ser corrigido. Essa gestão da escassez para uns e da eficiência para outros é a assinatura de um Estado racista. As reflexões que fiz sobre essa cidade segregada e partida levaram-me, naturalmente, ao meu campo de estudo mais amplo: o educacional. É aqui que precisamos nomear o fenômeno: o racismo educacional. Ele não se manifesta apenas na precariedade das escolas públicas, mas na estrutura normativa que nega aos estudantes pretos e pobres o acesso aos saberes univ...

As ficções na educação brasileira — e os autores que as difundem

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  Há uma ingenuidade intelectual aqui no Brasil, entre nós, que me deixa boquiaberto. Somos tão espertos que muitos chamam a NASA para estudar os produtos da nossa criatividade, mas quando se trata de interpretar determinado autor há uma preguiça crônica de ler e criticar que facilmente permite que tal autor ocupe o primeiro lugar de vendas, lote auditórios e fique sem agenda para novas palestras. Como exemplo de autor incensado entre nós cito o acadêmico português Boaventura Santos que, sem críticas aprofundadas no meio acadêmico e social, aparece no plano teórico como sendo progressista e inovador em seus escritos sobre epistemologia , justiça social e conhecimento marginalizado . No plano prático e político ele não está nem aí para as consequências materiais do que defende, como ocorreu por ocasião da integração de Portugal à UE e, de forma mais sutil, com o modelo de universidade empresarial que propõe. Aqui entre nós, pouca atenção se dá ao Senhor Boaventura Santos quant...