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Mostrando postagens com o rótulo #ConsciênciaCrítica

Por uma Educação Antifascista Já

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  Imagem gerada por IA Zacarias Gama É comum depositarmos muita esperança na educação como antídoto para todos os males. Para muitos, se os brasileiros fossem bem educados, o país estaria em outra posição no conjunto das nações. Concordo que, em parte, estaríamos. De fato, a má qualidade da educação nos aprisiona em um círculo vicioso economicamente perverso: educação precária, baixos salários e baixa competitividade. Romper esse círculo exige, necessariamente, uma educação pública de qualidade. Mas é preciso não atribuir à educação poderes que ela, sozinha, não possui. Uma educação de qualidade pode ampliar horizontes, desenvolver capacidades e criar melhores condições de vida, mas não nos livra automaticamente de entendimento político rasteiro, do machismo, da misoginia, da homofobia e de  formas de autoritarismo e intolerância. A história, aliás, oferece exemplos suficientes de sociedades altamente escolarizadas que não estiveram imunes à barbárie. Muitos dos oficiais da SS...

Paulo Freire sem rótulos: um educador brasileiro da libertação

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  Paulo Freire é, sem dúvida, um dos maiores pensadores da educação do século XX. Sua obra atravessou fronteiras, inspirou movimentos populares e transformou práticas pedagógicas em todo o mundo. Mas com a notoriedade vieram também os rótulos — muitos deles imprecisos, outros francamente mal-intencionados. Este texto tem como objetivo restituir a integridade teórica de Freire, situando-o corretamente no campo do pensamento brasileiro, sem forçá-lo a encaixes ideológicos que obscurecem sua originalidade. Paulo Freire não foi comunista, nem marxista, nem gramsciano. Sua pedagogia não nasce da ortodoxia teórica, mas da experiência concreta do povo brasileiro, da escuta atenta das falas populares, da convivência com a pobreza e a exclusão. Seu método de alfabetização não visava apenas ensinar a ler palavras, mas a ler o mundo — e, a partir daí, transformá-lo. Freire emerge de um caldo cultural e político específico: a Igreja progressista, influenciada pela teologia da libertação, que v...

Efeitos das políticas de progressão automática sobre aprendizagem e participação cívica: evidências e limites

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  Imagem gerada por IA Em uma postagem que fiz no Facebook, responsabilizei a aprovação automática na educação básica pela formação de cidadãos acríticos, incapazes de compreender as implicações políticas de atos como estender a bandeira dos Estados Unidos em uma manifestação pró-Bolsonaro — justamente no dia em que se celebra a independência do Brasil de Portugal. Meu argumento é que a baixa exigência escolar gera ignorância política e, consequentemente, abre espaço para manipulação ideológica. Uma amiga me rebateu, acusando-me de simplificar injustamente o problema. Para ela, o bolsonarismo tem raízes também — ou até principalmente — na classe média, que muitas vezes não passou pela escola pública nem foi beneficiada pela aprovação automática. Observou ainda que a maior parte das escolas privadas, na prática, também recorre à aprovação automática para não perder alunos e, assim, receita. Além disso, destacou corretamente que nossas crianças estão há décadas imersas em um proces...