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Mostrando postagens de novembro, 2022

O Vírus Pós-Moderno: A Ideologia que Esvaziou a Crítica e a Prática Progressista

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  Vivemos um paradoxo político e ideológico na América Latina. Historicamente, os movimentos de  esquerda  se estabeleceram em oposição ferrenha ao ideário neoliberal. Essa divergência, consolidada por um vasto aparato intelectual, deveria servir como barreira inegociável contra a lógica do mercado. No entanto, o que observamos é a emergência de uma dissociação preocupante: o distanciamento entre a crítica formulada e a prática adotada. Este artigo explora como o pós-modernismo, agindo como a ideologia do neoliberalismo, infiltrou-se em esferas cruciais como a educação e as artes, esvaziando o potencial transformador dessas áreas e corroendo a resistência progressista.A rigor, a esquerda latino-americana sempre se colocou de forma radicalmente contrária ao neoliberalismo. A produção acadêmica dos anos 1990 em diante é prova disso: um vasto esforço intelectual de combate ao liberalismo e às suas múltiplas variações vindas de diferentes partes do mundo. No entanto...

Uma cruzada nacional de amor contra o bolsonarismo e o obscurantismo educacional.

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  O Colégio Eleitoral brasileiro tem um número de eleitores (156.454.011) maior que a população de países como a França, Inglaterra, Espanha, Alemanha e muitos outros. Os números dos nossos indicadores, quase sem exceção, não apenas mostram a grandiosidade do Brasil, mas coloca os habitantes daqueles países no modo perplexidade. E, de fato, não é para menos. Nesta eleição, os eleitores do Presidente Lula (60.345.999) equivalem a toda a população da Itália. Os de seu concorrente, somaram mais de 58 milhões. Em termos quantitativos é este o quadro que se desenhou neste segundo turno das eleições presidenciais de 2022. Contudo, o que preocupa a todos, com um mínimo de sensatez, é a qualidade dos 58 milhões de votos que definem o bolsonarismo. Eles avalizam a morte de milhares de vítimas por incúria e perversidade do governante, as queimadas e destruição dos grandes biomas brasileiros, a redução antipática e inumana das políticas sociais, a volta avassaladora da fome, a liquidação d...