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Mostrando postagens de julho, 2018

Novas perspectivas - deixando de ser tão professoral

Meu blog é muito opinativo e quero mudar de rumo. Quero ser menos professoral, como me recrimina um amigo meu. Ele não tolera que eu seja professoral. Então deixarei de ser, se é que isso é possível. De qualquer jeito tentarei. Mas, de antemão, vou avisando. Toda a minha vida profissional transcorre em espaços escolares, nunca fui outra coisa diferente de ser professor. Hoje recebi um e-mail de um aluno da UERJ se voluntariando para ingressar no meu grupo de pesquisa. Fico sempre fascinado com iniciativas semelhantes. Gosto de quem corre atrás do que quer. Nem é preciso dizer que vou inclui-lo imediatamente, mesmo sem o conhecer pessoalmente. Serei coerente com o que digo para muitos que querem aprofundar os seus estudos: colem-se nos pesquisadores que podem agregar valor à sua formação. Muitos alunos chegam à faculdade, passam ali pelo menos quatro anos em suas salas e laboratórios, e saem quase como entraram. Muitos procuram matrículas com professores pouco exigentes ou dosam o...

É preciso mudar o Art. 4º da LDB, com urgência.

Os candidatos a cargos legislativos e executivos (vereadores, deputados e prefeitos) em outubro deste ano parecem formigas em época de correição. Formam grupos de construção das suas plataformas e prometem... prometem com toda força que somente os imperativos hipotéticos permitem. No campo da educação as promessas são variadas e fantásticas. Nas bandeiras de todos está a tão sonhada oferta de educação de qualidade para todos. Mas, quando questionados sobre a tal qualidade da educação há engasgos ou até mesmo a promessa de uma educação com um padrão Fifa, como se tudo que vem do mundo do futebol valesse a pena.  Nenhum candidato dá atenção ao ponto central da educação de qualidade sobre o qual é preciso alterar, isto é, ao Artigo 4º da LDB (Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996) onde se lê: " Os padrões mínimos de qualidade de ensino, [são] definidos como a variedade e quantidade mínimas, por aluno, de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino-aprendi...

De volta aos trabalhos

Olá, estamos de volta... Depois de muito tempo com dificuldade de acessar o blog, consegui recuperar a chave de entrada e, com muito otimismo, pretendo atualiza-lo.  O Brasil mudou e mudou para pior. Se antes, até 31 de agosto de 2016, caminhávamos celeremente na construção de um país mais democrático, menos desigual e com menor dependência ao capital internacional, o golpe que derrubou a presidente Dilma Roussef nos colocou de marcha-ré. A ascensão ao poder de uma fração da burguesia nacional com o apoio do Poder Judiciário, Legislativo, Midiático e de fortes grupos econômicos nacionais e internacionais está se traduzindo na retração de direitos sociais, transferências de divisas e riquezas naturais para empresários estrangeiros... enfim, estamos de volta à velha política entreguista, antinacional, antidemocrática e impopular.  A educação é a primeira e grande vítima: congelamento de investimentos por vinte anos, reformas que a adequam às demandas imediatas do mercado....