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Mostrando postagens de setembro, 2012

ONGs e transparência do caos educacional

Uma rápida pesquisa na Internet nos revela uma grande quantidade de ONGs interessadas na melhoria da qualidade das nossas pobres escolas públicas. Cito algumas só para exemplificar: Mutirão Digital, Educadores para a Paz, Ieonline, Parceiros da Escolas e outras tantas. As ONGs ditas cidadãs que se voltam para a reivindicação dos direitos da cidadania atuam no âmbito das políticas públicas; no campo da educação procuram fornecer subsídios para sua elaboração e fiscalização. Aquelas mais ricas visam diretamente a reestruturação física e pedagógica das escolas públicas, como é o caso da ONG Parceiros da Escola. O debate acerca da intervenção das ONGs na educação está em aberto. Há bons artigos a respeito, dentre os quais o que foi escrito por minha colega Neize Deluiz em parceria com Wânia Gonzalez e Beatriz Pinheiro. Intitula-se Ongs e Políticas Públicas de Educação Profissional: Propostas para a Educação dos Trabalhadores e está acessivel no site: http://www.senac.br/BTS/292/boltec29...
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24/09/2012 - 06h00 Análise: Expansão no ensino é realidade, mas é preciso debater qualidade ZACARIAS GAMA ESPECIAL PARA A FOLHA   O sistema de ensino superior do Brasil, segundo dados de 2010 do Inep, tem 2.378 instituições de educação superior (IES), das quais apenas 278 são públicas. Isso quer dizer que 88% das IES pertencem à iniciativa privada, leiga e religiosa. Em 2002 havia 1.637 IES: 195 públicas e 1.442 particulares. Nesse período foram fundadas, respectivamente, 83 e 658 novas IES públicas e particulares. Crédito estudantil privado exige cautela Ações ligadas a educação sobem até 90% É paradoxal essa expansão num país como o Brasil, em que a distribuição de riquezas é desigual e é baixo o rendimento médio da maioria das famílias com filhos em idade universitária. Além disso, não temos a cultura dos americanos, que formam uma poupança para pagar os estudos dos filhos. Mas, apesar das nossas dificuldades sociais, essa expansão é u...

O Papel estratégico da Universidade: entrevista concedida ao Jornal O Globo - Setembro de 2012

O GLOBO - O atual modelo da universidade brasileira é oriundo ainda da reforma universitária feito na Ditadura Militar. A própria universidade tem dificuldade em se discutir? Quais outros fatores precisam ser levados em conta para compreender a falta de inovação no que diz respeito a própria organização das instituições, currículos etc? Zacarias Gama. Não diria que a Universidade tem dificuldade em se discutir. Sua dinamicidade impõe constantes discussões acerca de sua função social. A grande discussão atual é sobre o modelo de Universidade e para qual sociabilidade. Há uma grande tensão nesta discussão em função das pressões provenientes da sociedade pautada pelo mercado. Muitos aceitam esta pauta defendendo a universidade pragmática, inovadora, a serviço das demandas colocadas pelo mercado. Estes acreditam que a Universidade inovadora seja capaz de acelerar o crescimento nacional e aumentar os indicadores de inovação, ciência e tecnologia. Particularmente não acredito nis...

O que é bom para a China é bom para o Brasil? Aliás é bom para quem?

Em artigo publicado na revista Carta Capital, edição de 05 de Setembro, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, nos dá uma importante lição em seu texto “Escola e cidadania”. Duas das suas contribuições são imediatas.   Primeiro marca bem as diferenças entre duas estirpes de economistas brasileiros. Em seguida coloca em evidência o que está sendo feito no campo da educação para a formação de nossas crianças e jovens, futuros cidadãos. Sua importância, contudo, não se restringe apenas a estas contribuições; leva-nos a refletir criticamente e a superar as nossas próprias inculcações alienantes. Quanto aos economistas, são estas as diferenças existentes. Um grande grupo que pensa a educação como fator de “ crescimento acelerado da produtividade da mão de obra, aquisição de vantagens comparativas dinâmicas e melhor distribuição de renda” e não se cansa de exaltar os resultados obtidos pelo Japão, Coreia, Taiwan e China. Os seus componentes, porém, omitem as condições em que são obtid...