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Mostrando postagens de junho, 2019

O Capitão-Presidente, a instrução e a educação como meio de superação do homem egoísta.

Muitas pessoas têm sido favoráveis ao projeto de lei que institui a Escola Sem Partido, mesmo que não levem em consideração os seus efeitos. Defendem que à escola cabe apenas instruir; a educação é de competência das famílias em conformidade com os seus valores.  O debate transcorre no campo da abstração, opondo alunos idealmente instruídos a outros corrompidos pelas ideias disseminadas pelos “petralhas” favoráveis à igualdade de gênero, aborto, divórcio, emancipação feminina etc. Até então nenhum exemplo concreto de homem instruído poderia ser trazido ao proscênio das discussões. Mas, eis que o Capitão-Presidente passa a ocupar a boca da cena do grande teatro nacional, vestido em trajes simples, com uma sandália surrada e uma camisa não-oficial de time de futebol certamente comprada em algum camelô, como protótipo do homem instruído . Quando fala em público, os seus discursos são mais rápidos que o preparo de miojo e igualmente insossos; as entrevistas coletivas ou individu...

A violência escolar tem coisas importantes a nos dizer

Zacarias Gama [1] Em menos de uma quinzena, a sociedade brasileira assistiu boquiaberta a dois graves atos de indisciplina em salas de aula. Em uma escola pública da cidade de Carapicuíba - SP, estudantes de uma turma hostilizaram uma professora arremessando-lhe livros e vandalizaram a sala de aula quebrando carteiras [2] . Na escola particular da próspera cidade de Simões Filho, no interior da Bahia, alguns estudantes humilharam um professor veterano e o chamaram de fedorento, como se pode ver na gravação que os próprios fizeram [3] Nas redes sociais, nem é preciso dizer, ambos os casos adquirem grande proporção e suscitam as mais diversas reações e opiniões. É grande a facilidade de adjetivar os estudantes como grosseiros, animais selvagens, vermes e filhos de lares desestruturados, ao que se segue o desejo de os ver mofar na Fundação Casa. A generalização acaba por incluir a todos no mesmo saco, como se não houvesse algum estudante de boa índole, estudioso e incapaz de atos...