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A GREVE DOS PROFESSORES: ALGUMAS REFLEXÕES

André Malina [1] Zacarias Gama [2] (Publicado no Jornal Folha Dirigida, Caderno Educação, Coluna Sem Censura, edição de 24 a 30 de Julho de 2012 - Rio de Janeiro).              Os professores de universidades federais e estaduais e institutos federais de educação estão em greve, mas por que estão em greve? Quais as características desta atual greve? Qual análise pode-se fazer das macropolíticas nas quais se insere este movimento dos trabalhadores/professores? Nesse sentido, objetivamos pontuar alguns aspectos da fundamentação do processo histórico atual e a importância dessa greve para o conjunto da classe trabalhadora. A fundamentação mais remota, ou mais geral, desta greve é o conjunto de reformas educacionais que está em curso no mundo e vem sendo pautada pela racionalidade neoliberal. O caso mais impactante talvez seja o da Europa. Ali, firmou-se a Declaração de Bolonha que, desde 1999 e até os dias atuais, bus...

A posição das universidades do Estado do Rio de Janeiro no ranking latinoamericano: constatações e preocupações.

A classificação de universidades em quaisquer rankings é sempre discutível. Com quais critérios foram avaliadas? As posições obtidas decorreram de avaliação criterial, tomando cada uma como referência de si mesma, ou foi normativa, isto é, foram avaliadas a partir de um modelo ideal de universidade? Qual a idoneidade dos avaliadores e organizadores dos rankings? Quais interesses estão subjacentes à publicização de determinada universidade no topo do ranking ou entre as 10 primeiras? Não há consenso a respeito dessas práticas de classificação. Elas não têm a mesma objetividade dos rankings que servem aos competidores olímpicos de natação por exemplo. Nas classificatórias de natação masculina, estilo Medley 4 x 100, para as Olímpiadas de Londres, o cronômetro implacavelmente posicionou os atletas do Clube de Regatas Flamengo em 1º lugar (3m36s10), os do Clube Pinheiros em 2º (3m36s60), e os do Minas Tênis Clube em 3º (3m41s72). Todos os demais competidores não obtiveram o índice exig...

O capital nos bancos escolares: expansão e preocupação

O jornal Brasil Econômico de Quinta-feira, 17 de   maio, estampou à página 18 uma matéria com a seguinte chamada: “Aos 50 anos, José Alves volta para os bancos de escola”. Não se trata porém de um simplório sr. José Alves Filho que volta para concluir os seus estudos. O sujeito em questão é um poderoso empresário herdeiro e presidente do Grupo José Alves que atua nos setores de bebida (Coca-cola Company), serviços de tecnologia da informação (Red&White IT Solutions), rastreamento e monitoramento de cargas (3T Stystems) e em mais outros cinco setores com uma receita anual girando em torno de 850 milhões de reais. Em meio aos demais setores de atuação deste Grupo está o ensino superior. Ele já controla as Faculdades Alves Faria (ALFA), mantidas pelo Centro Educacional Alves Faria Ltda (CENAF) com atuação na Região Centro-Oeste, e a Faculdade Autônoma de Direito de São Paulo (FADISP), esta última criada em 2001 exclusivamente para oferecer cursos na área do Direito. S...

A ortodoxia neoliberal: cegueira e surdez

A ortodoxia neoliberal parece ser completamente cega.  Sua brutalidade, no entanto, é inquestionável e está configurando na Europa uma luta de classes sem tamanho. O capital oprime o trabalho sem a menor compaixão. Suas palavras de ordem são cortar salários, aumentar impostos sobre os salários e o consumo, restringir direitos sociais historicamente conquistas e vai por ai a fora. O Brasil de Fernando Henrique Cardoso viveu tudo isso. Em seus oito anos de governo o País jamais viu tamanha concentração de riquezas nas mãos de uns poucos e tamanha miséria sendo impingida a milhões. Não fosse a visão e a vontade política do Presidente Lula o país poderia ter sido levado à guerra civil. E o que ele fez? Coisas que estão longe da doutrina neoliberal de Merkel e Sarkozy, como por exemplo implementar diversas políticas sociais e macroeconômicas capazes de criar empregos (PAC), reduzir desigualdades (Bolsa Família), garantir proteção social (UPAs, seguridade social para camponeses, domésti...

Professores estão excluídos do debate público sobre política educacional

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Professores estão excluídos do debate público sobre política educacional, segundo pesquisa - O Globo http://oglobo.globo.com/educacao/mat/201... SÃO PAULO - Os professores estão fora do debate público sobre a educação e suas vozes não estão presentes nas coberturas jornalística da América Latina, segundo pesquisa do Observatório da Educação feita em 18 jornais do continente. 1 de 1 Escolha uma miniatura Nenhuma miniatura

O deus mercado e a privatização da educação brasileira

 A crença e a adoração da maioria dos economistas e dos responsáveis pela elaboração das políticas públicas no deus mercado, segundo as quais ele seria o grande regulador das transações financeiras, estão dando com os burros n’água depois de permitir que os grandes grupos financeiros e os grandes bancos de investimentos fincassem os seus tentáculos sobre a economia mundial. A crise estrutural do capital em bases neoliberais está em curso com mais visibilidade desde 2008 e vem se agravando, tal qual um tsunami que ameaça a vida planetária e fixa no horizonte dos cidadãos comuns e das sociedades o desemprego, a precariedade, a desigualdade e a perda da soberania popular. Já se fala até num precariado mundial. A crise, em sua essência, não deriva de incapacidade político-administrativa nacional mas do esgotamento da rentabilidade máxima das aplicações financeiras que mercadorizou a produção de bens e serviços de base, a educação, saúde, cultura, recursos naturais e o conjunto do...