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Rio terá nova Secretária de Educação em janeiro-2009

O Prefeito recém eleito foi buscar em São Paulo a sua nova secretária de educação: é a professora-visitante Claudia Costin, do curso Estado e Globalização da Escola Nacional de Educação Pública, da Universidade de Quebec, no Canadá. Ela é graduada em Administração Pública, Mestre em Economia e Doutora em Administração Pública. Toda sua trajetória de formação acadêmica foi realizada na Fundação Getúlio Vargas. Antes de ser indicada para secretária de educação do Rio, foi vice-presidente da Fundação Victor Civita; coordenadora de projetos da Fundação de Desenvolvimento Administrativo (Fundap); diretora de planejamento e avaliação empresarial do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro); secretária-adjunta de previdência complementar; ministra da administração federal e reforma do estado no governo FHC; gerente de políticas públicas do Banco Mundial e Chief Executive Officer da Promon Intelligens, do Grupo Promon que lida com projetos de infra-estrutura de energia elétrica, óleo,...

Fábrica de maus professores; e os gerentes, sumiram?

Em entrevista à revista Veja (Edição 2088 de 26 de novembro de 2008), a antropóloga Eunice Durham desanca as Faculdades de Pedagogia, responsabilizando-as pela má formação de professores, os quais, em sua opinião, são incapazes “de fazer o básico, entrar na sala de aula e ensinar a matéria”. Faz ainda uma tabula rasa destas faculdades e, sem procrastinações, considera os professores de sala de aulas como “limitados, incapazes de escrever sem cometer erros simples de ortografia e de expor conceitos científicos de média complexidade”. Não nos surpreende a sua vociferação, porquanto integra metaforicamente o naipe de uma orquestra afinada e financiada pela iniciativa privada para escrachar principalmente as instituições públicas empenhadas na formação de professores para nossas escolas de ensino básico. Aliás, há anos, a antropóloga da USP vem procedendo desta maneira, seja como presidente da Capes, secretária da educação superior do MEC, membro do Conselho Nacional de Educação, seja como...

O problema é de sustentabilidade, não é de formação

É elevada a taxa de repetência no 1º ano do ensino médio nas escolas do Rio de Janeiro segundo informações do INEP, repercutidas no jornal “O Globo Online” do dia 23 de novembro de 2008. Para a secretária de educação básica do MEC, Maria do Pilar, esta taxa se deve, entre outras coisas, ao período de “transformação pelo qual estão passando os alunos e ao modelo pedagógico das escolas”. Este modelo não está adequado aos jovens e é inviabilizador do diálogo com eles. Outros professores, que participam da discussão, têm opiniões diferentes e que me parecem mais próximos do real. Um deles afirmou que a maior complexidade do ensino médio aparece como exigência de mais disposição para estudar e disciplina diante dos novos conteúdos. Para uma aluna a razão dos fracassos deve ser encontrada na metodologia de estudos: “a gente precisa estudar, mas nem sempre dá certo”. As explicações mais psicologizadas parecem-me insuficientes para explicar o fenômeno; elas tendem a situar nas transformações p...

Agressão a professores continua

O professor Valério Mariano dos Santos foi agredido, na quinta-feira (29), por um ex-aluno dentro da escola onde trabalha, na Ceilândia, cidade próxima a Brasília, segundo informações do G1 Globo.com. É lamentável, mas não é surpreendente. São crescentes os índices de agressão a professores pelo Brasil a fora. O mesmo occore quanto ao volume de estudos a respeito. As causas para tal fenômeno são muitas e têm relação com a corrosão do caráter e dos valores na sociedade flexibilizada em que vivemos. Não vou porém discutí-las. Interessa-me agora tão somente chamar a atenção para a importância de uma figura importante na estrutura escolar, que os governantes sequer levam em consideração. Na cidade do Rio de Janeiro não se faz concurso para esta importante função há mais de 35 anos. Trata-se do inspetor de alunos, tido ainda como indispensável nas instituições particulares. E por que atribuir tanta importância a ele? No cotidiano escolar são eles que cuidam diretamente da disciplina nos esp...

A retórica do Senhor Ioschpe

O Senhor Gustavo Ioschpe, colunista da Revista Veja, formado magna cum laude pela University of Pennsylvania, Mestre em Desenvolvimento Econômico e Economia Internacional pela Yale University, consultor de projeto do Banco Mundial/PNUD para o MEC desde 2005, tem uma retórica deveras lancinante. Na edição da Revista Veja, do dia 14 de maio de 2008, usou-a para desancar alguns verborrágicos "pesquisadores” (aspeado por ele), tais como Emir Sader, Lucyelle Cristina Pasqualotto e Amelia Hamze, acusando-os de “ associar o nosso fracasso educacional com as maquinações do sistema capitalista/neoliberal”. Não me cabe aqui a defesa dos citados, até porque são capazes de defenderem-se melhor e por si mesmos. Tampouco pretendo bater boca com quem tem sobrenome de banco de investimentos e pode ser um belo rebento de portentosa família de sangue nobre. Muito modestamente pretendo tão somente chamar a atenção de meus poucos leitores, outros bloggers com certeza, para alguns pontos que precis...

Crianças são aprovadas em vestibular no Estado do Rio de Janeiro

O Fantástico do dia 04/05/2008 denunciou, em boa matéria, o que certas universidades particulares estão fazendo para ter alunos. Seus vestibulares são tão fáceis que até crianças de 09 a 11 anos são capazes de serem aprovados e obter boas classificações. Um pró-reitor e o presidente da ANUP, com a maior desfaçatez, acham que é isto mesmo: não interessa saber de ponto de corte e que o negócio é esse mesmo já que as universidades públicas ficam com o melhor alunado. A matéria, contudo, pode gerar a necessidade de se questionar o vestibular de todas as universidades e criar falsas perspectivas. Reflitamos um pouco sobre isto. 1. O vestibular, como exame de seleção, portanto de discriminação de quem está ou não apto a entrar para as universidades, cumpre há mais de sessenta anos o seu papel. Os mais preparados de fato estão transpondo os elevados pontos de corte das universidades públicas, as mais disputadas, e sendo matriculados nos cursos de suas preferências. 2. Colocar em crise este mo...

Professor e escritor analfabeto

O homem desta foto, John Corcoran, é professor e escreveu dois livros. Deu aulas durante 17 anos no condado de El Paso, Califórnia, segundo informações publicadas no blog do Moreira, postado em 13/2/2008 (Globo.com). Quem olha a foto não diz ser um malandro de carteirinha. Ele conseguiu toda sua escolaridade mesmo sendo analfabeto e, golpe dos golpes, se formou em Pedagogia numa faculdade do mesmo condado. Atualmente ele está alfabetizado graças à ajuda de uma voluntária de 65 anos e deixou o magistério. Administra uma fundação que ajuda pessoas analfabetas a se letrarem. Se isto acontece aqui entre nós, seria coisa de gente tupiniquim, subdesenvolvida etc. etc. Mas foi lá, na Califórnia, nos EUA, coisa de primeiro mundo. Mas não vamos jogar pedras no telhado alheio. Por aqui, a bem da verdade, não estamos muito distantes. Já tivemos analfabeto aprovado em vestibular de Universidade particular. Atualmente, com o sistema de aprovação automática em nossas públicas cariocas é possível qu...